Quem não puder ir e quiser comprar, é só falar comigo inbox.Do livro Shtetele: "Como em um conto de Sholem Aleichem, todos os personagens do shtetl se agrupam pelas aldeias de contornos eternizados nas pinturas de Marc Chagall. Nelas há lugar para todo mundo: estão lá o chamado do shofar para as rezas da sinagoga; o uivo dos ancestrais; as barbas dos rabinos; os gritos das crianças; os sons dos animais; os berros da yiddishe mame chamando seus filhos; o silêncio dos estudantes que voltam da yeshivá; a algazarra dos músicos de Klezmer; o schochet oferecendo a carne fresca e kasher; e o barulho dos vendedores na rua, oferecendo seus produtos, com voz ainda mais alta que o louco que berra cânticos, nigunim e algumas rezas de Shabat. O mishiguene canta em berros que vão se transformando em uma prece solitária e profunda, todos os dias, todas as horas, para tentar agradar ao rabino e seu inseparável minian. Aparecem também na imagem, um tanto borrada de saudade, o violinista no telhado, os schnaiders, shpilmans, milchikers, tregers, dealers e toda sorte de souchrim, para koifn, farkoifn e fazer todo tipo de gesheft. Estão ali também Shmulik, Yankele e o velho Mendel, que se arrasta de casa para a sinagoga e dali para casa, parando apenas na mercearia para comprar pão e um pouco de arenque para ele e suas três filhas — assim como aconteceu com as três filhas de Rashi e também com a três filhas de Tevye, o leiteiro, cada uma delas escolheu um caminho diferente, ainda que todas sonhem inocentemente com um mundo encantado de amor. Uma felicidade garimpada em meio ao terror, e eternizada como em um onírico quadro de Chagall, que sempre repete a visão de uma noiva que sobe aos céus, assim como os judeus recebem o Shabat todas as semanas. Boi kalá!"