21 January 2026 à 17:06
A leitura integral de um processo desta natureza é extensa, mas transcrevi para si as partes fundamentais do documento que partilhou, referentes à qualificação do réu e à sentença definitiva de 1792.Aqui está a transcrição dos pontos principais do processo de Inocêncio António Tarrinho:Processo e Sentença da Inquisição (Évora, 1792)Identificação do Réu"O Reo Innocencio Antonio Tarrinho, soldado de artilharia da praça de Elvas, natural da villa de Borba, e nela baptizado na Igreja Matriz..."Qualificação do CrimeO texto descreve que o réu era reincidente em proferir "blasfêmias" contra as imagens sagradas:"Cujas circunstancias o fazem suspeito na Fé, e sequaz do erro dos Hereges que negão o culto, e adoração que a Santa Madre Igreja manda dar as Divinas Imagens de Christo Senhor Nosso, de sua Puríssima Mãe a Virgem Maria Senhora Nossa: por cujos motivos se fazia digno do mais severo, e rigoroso castigo."A Sentença"Mandão que o Reo Innocêncio Antonio Tarrinho ouça sua sentensa na sala da Meza do Santo Ofício, e na mesma forma abjurado de leve suspeito na fé, e pello público escandallo que deu com suas culpas seja publicamente assoutado [açoitado] pelas ruas públicas (...) e depois degradado somente por dous annos para as Galés de Sua Magestade, havendo respeito ao castigo de sincoenta e quatro dias de ferros que já sofreu pelas mesmas culpas; tenha pena de penitência espiritual à instrução Ordinária, e pague as custas."Análise RápidaInocêncio era soldado em Elvas, mas a sua origem é a Matriz de Borba, o que explica a sua ligação à vila.O crime foi considerado Heresia por ele desrespeitar o culto às imagens de Cristo e da Virgem Maria.A pena de galés era uma das mais duras, envolvendo trabalhos forçados em navios, além da humilhação pública do açoitamento.
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